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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Governo: 14–37 d.C.

Tibério

o sucessor relutante. Militar experiente que assumiu o poder após Augusto e manteve a estabilidade das fronteiras e das finanças. Retirou-se para Cápri nos últimos anos, deixando a administração nas mãos de subordinados.

O que importa reter

  • Consolidou a transmissão hereditária do poder imperial
  • Seu governo é retratado de forma severa por Tácito, fonte a ser lida criticamente

Acontecimentos em que aparece

Morte de Augusto e a primeira sucessão imperial

Após 41 anos no poder, Augusto morreu e foi sucedido por seu enteado Tibério, transferência conduzida sem guerra civil e que consolidou o caráter hereditário do principado.

  • Política e governo
  • Nola, Campânia
  • Século I d.C.
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A sucessão era o ponto cego do sistema criado por Augusto: não havia cargo a herdar, apenas uma posição informal. A solução foi acumular em Tibério, ainda em vida, os poderes essenciais, de modo que a transição fosse um fato consumado. O Senado divinizou Augusto e confirmou o sucessor. O testamento político deixado por ele, gravado em bronze e reproduzido em várias províncias, apresentava seu governo como serviço à República e é uma das fontes mais reveladoras sobre a autoimagem do regime.

O que levou a isso

  • Longevidade excepcional de Augusto e morte prévia de vários herdeiros designados
  • Acúmulo antecipado de poderes formais na pessoa de Tibério
  • Interesse do Senado e do exército em evitar novo conflito civil

O que veio depois

  • Divinização oficial de Augusto e criação de um culto imperial
  • Consolidação da transmissão hereditária do poder dentro de uma família
  • Início da dinastia júlio-claudiana

Figuras envolvidas: Augusto · Tibério · Lívia

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