A sucessão era o ponto cego do sistema criado por Augusto: não havia cargo a herdar, apenas uma posição informal. A solução foi acumular em Tibério, ainda em vida, os poderes essenciais, de modo que a transição fosse um fato consumado. O Senado divinizou Augusto e confirmou o sucessor. O testamento político deixado por ele, gravado em bronze e reproduzido em várias províncias, apresentava seu governo como serviço à República e é uma das fontes mais reveladoras sobre a autoimagem do regime.
O que levou a isso
- Longevidade excepcional de Augusto e morte prévia de vários herdeiros designados
- Acúmulo antecipado de poderes formais na pessoa de Tibério
- Interesse do Senado e do exército em evitar novo conflito civil
O que veio depois
- Divinização oficial de Augusto e criação de um culto imperial
- Consolidação da transmissão hereditária do poder dentro de uma família
- Início da dinastia júlio-claudiana
Figuras envolvidas: Augusto · Tibério · Lívia
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