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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Critérios públicos

Política editorial

Esta publicação trata de história antiga com o mesmo rigor que exige de si quando descreve um fato recente: fonte, datação, contexto e limite do que se pode afirmar. O leitor tem o direito de saber o que é consenso, o que é tradição e o que permanece em disputa.

Independência

A escolha dos acontecimentos, o ângulo de cada texto e a lista de fontes consultadas não são submetidos a anunciante, partido, instituição religiosa ou governo. Quando a publicação passar a exibir publicidade de terceiros, essa publicidade permanecerá separada do acervo e não incidirá sobre critérios editoriais.

Seleção de acontecimentos

Entra na cronologia o que altera instituições, território, direito, religião pública, economia ou o equilíbrio de forças do mundo romano. Não entram listas de curiosidades, rankings, comparações forçadas nem episódios cuja única fonte é uma anedota isolada de valor documental baixo.

Processos longos são tratados como intervalo, não como data única. Guerras de vários anos são fatiadas apenas nos pontos em que o quadro muda. A extensão de um registro não mede a “grandeza” do episódio: mede a complexidade do que precisa ser explicado.

Tradição e evidência

Relatos de fundação, listas de reis e milagres políticos da literatura antiga são publicados quando ajudam a entender como os romanos viam a si mesmos. Nesses casos, o texto diz com clareza que se trata de tradição, e a data recebe marcação própria. A evidência arqueológica, epigráfica ou documental contemporânea é apresentada em separado, sem ser usada para “confirmar” o que ela não confirma.

Linguagem e nomes

Os textos são escritos para o leitor culto não especializado. Termos técnicos aparecem com definição à primeira ocorrência ou com ligação ao glossário. Nomes próprios usam a forma corrente em português do Brasil. Julgamentos morais de autores antigos — “tirano”, “degenerado”, “herói” — não são adotados como veredito da publicação.

Imagens e representação

As imagens de abertura são atmosferas, não reconstruções pretensamente exatas de um dia específico. Não substituem fonte e não ilustram um acontecimento como se fossem documento da época. Retratos de figuras antigas, quando usados, são tratados como representação posterior.

Correções e atualizações

Erro factual é corrigido de forma visível, conforme a política de correções. Mudança de interpretação historiográfica — por exemplo, um consenso acadêmico que se desloca — gera revisão do registro e, quando couber, nota sobre o que mudou.