Nota de historicidade: Personagem da tradição literária romana, cuja historicidade não pode ser verificada.
O que importa reter
- Associado à criação das vestais, dos pontífices e dos flâmines
- Apresentado pelas fontes como contraponto pacífico ao rei guerreiro anterior
Acontecimentos em que aparece
III
A tradição atribui ao segundo rei a criação dos principais colégios sacerdotais, do calendário religioso e dos rituais que estruturariam a vida pública romana por séculos.
- Religião e crenças
- Roma
- Século VIII a.C.
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Sobre a data: Os anos derivam da lista tradicional dos sete reis, cuja duração média é considerada implausível pela crítica histórica: sete reinados cobrindo dois séculos e meio exigiriam governos excepcionalmente longos.
Tito Lívio e Plutarco apresentam Numa como o oposto complementar de Rômulo: onde o primeiro rei teria criado o exército e as fronteiras, o segundo teria criado a ordem sagrada. A ele se atribuem as virgens vestais, os flâmines, os pontífices, o culto de Jano e a divisão do ano em meses. É provável que instituições religiosas realmente arcaicas tenham sido reunidas sob um único nome fundador, prática comum nas tradições antigas. O que se pode afirmar com segurança é que essas estruturas sacerdotais já operavam em Roma no período republicano e conservavam formas linguísticas muito antigas.
O que levou a isso
- Necessidade de regular o calendário agrícola e as festas comunitárias
- Integração de práticas rituais latinas e sabinas em um sistema comum
- Tendência da tradição antiga a atribuir instituições coletivas a fundadores individuais
O que veio depois
- Consolidação de um calendário religioso que organizava o ano cívico
- Criação de sacerdócios públicos ocupados por membros da elite, ligando religião e poder
- Referência permanente para reformas religiosas posteriores, inclusive as de Augusto
Figuras envolvidas: Numa Pompílio
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