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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Cônsul em 147 e 134 a.C.

Cipião Emiliano

o comandante de Cartago e Numância. Comandou a destruição de Cartago em 146 a.C. e a rendição de Numância em 133 a.C. Foi também patrono de um círculo intelectual que aproximou a elite romana da filosofia e da literatura gregas.

O que importa reter

  • Concluiu as duas campanhas mais difíceis de sua geração
  • Sua morte súbita em 129 a.C. permanece sem explicação consensual

Acontecimentos em que aparece

Terceira Guerra Púnica e destruição de Cartago

Roma exigiu de Cartago condições impossíveis, cercou a cidade por três anos e a destruiu, reduzindo sua população à escravidão e convertendo seu território em província.

  • Guerra e conquista
  • Cartago, norte da África
  • Século II a.C.
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Sobre a data: A narrativa sobre o espalhamento de sal nas ruínas não aparece nas fontes antigas e é invenção moderna, frequentemente repetida como se fosse antiga.

Cartago havia se recuperado economicamente e quitado sua indenização antes do prazo, o que alarmou setores do Senado. Provocada por incursões númidas, a cidade reagiu militarmente sem autorização romana, violando o tratado de 201 a.C. Roma então impôs exigências crescentes, culminando na ordem de abandonar a cidade e reconstruí-la longe do mar. A recusa levou ao cerco final. A destruição foi total e a região passou a formar a província da África, uma das mais produtivas do Império em cereais e azeite.

O que levou a isso

  • Recuperação econômica cartaginesa e temor romano de um novo rival
  • Conflito entre Cartago e o reino númida aliado de Roma
  • Pressão de setores do Senado favoráveis à eliminação definitiva da cidade

O que veio depois

  • Destruição de Cartago e escravização dos sobreviventes
  • Criação da província da África, futura grande fornecedora de grãos
  • Demonstração de força que redefiniu as relações de Roma com todo o Mediterrâneo

Figuras envolvidas: Cipião Emiliano · Catão, o Velho · Asdrúbal, o Beotarca

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Cerco de Numância e o fim da resistência celtibera

Depois de décadas de guerras desgastantes na Península Ibérica, Roma cercou e rendeu pela fome a cidade celtibera que simbolizava a resistência local.

  • Guerra e conquista
  • Numância, alto vale do Douro
  • Século II a.C.
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As guerras hispânicas eram impopulares em Roma: longas, pouco lucrativas e marcadas por derrotas humilhantes e acordos repudiados pelo Senado. Cipião Emiliano assumiu o comando, disciplinou um exército desmoralizado e optou por um cerco completo, com linhas de circunvalação que a arqueologia identificou no terreno. A queda de Numância encerrou a resistência organizada no centro da península, embora regiões do norte só fossem submetidas na época de Augusto.

O que levou a isso

  • Resistência prolongada das comunidades celtiberas à presença romana
  • Desgaste militar e político das campanhas hispânicas anteriores
  • Necessidade de reafirmar a autoridade romana após acordos rompidos

O que veio depois

  • Fim da resistência organizada no centro da Península Ibérica
  • Consolidação da exploração romana das minas de prata hispânicas
  • Experiência de recrutamento e serviço prolongado que alimentou a crise agrária na Itália

Figuras envolvidas: Cipião Emiliano

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