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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Governo: 253–268 d.C.

Galieno

o governante da fragmentação. Governou durante o período mais crítico do século III, com o império dividido em blocos regionais. Reformou a cavalaria e afastou senadores do comando militar, mudanças de efeito duradouro.

O que importa reter

  • Criou forças móveis de cavalaria para responder a ameaças simultâneas
  • Sob seu governo, o comando das legiões passou a oficiais de carreira

Acontecimentos em que aparece

data aproximada

Crise do século III

Meio século de proclamações militares sucessivas, invasões simultâneas, epidemias e desvalorização monetária levou o império à beira da desintegração antes de uma recuperação inesperada.

  • Política e governo
  • Todo o território romano
  • Século III d.C.
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Sobre a data: As balizas são convenções historiográficas. Alguns pesquisadores questionam a ideia de uma crise única e generalizada, apontando que certas regiões prosperaram no período.

No espaço de cinquenta anos, dezenas de homens foram proclamados imperadores e quase todos morreram violentamente. Ao mesmo tempo, godos e outros povos cruzavam o Danúbio, o império sassânida atacava no Oriente e o teor de prata da moeda corrente despencava, provocando inflação persistente. Regiões inteiras se separaram sob autoridades locais que garantiam a defesa que o poder central já não oferecia. A recuperação, iniciada nas décadas de 260 e 270, exigiria reformar profundamente o exército, a moeda e a administração.

O que levou a isso

  • Ausência de regra sucessória e dependência do poder em relação às tropas
  • Pressão simultânea de povos no Danúbio, no Reno e do império sassânida no Oriente
  • Desvalorização monetária progressiva e queda da arrecadação

O que veio depois

  • Fragmentação temporária do império em blocos regionais autônomos
  • Militarização da administração e crescimento do peso fiscal
  • Reformas profundas do exército, da moeda e do governo a partir de 284

Figuras envolvidas: Décio · Valeriano · Galieno · Aureliano

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Captura do imperador Valeriano pelos persas

Pela primeira e única vez, um imperador romano foi capturado vivo em batalha e morreu em cativeiro, humilhação registrada em monumentos persas esculpidos na rocha.

  • Guerra e conquista
  • Edessa, Mesopotâmia
  • Século III d.C.
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Sobre a data: O episódio é registrado tanto por fontes romanas quanto por inscrições e relevos rupestres sassânidas, caso raro de documentação dos dois lados.

O rei sassânida Sapor I mandou esculpir relevos comemorativos em que o imperador romano aparece ajoelhado ou submetido, e sua inscrição trilíngue enumera as vitórias sobre Roma. O episódio abalou profundamente o prestígio imperial e coincidiu com a fragmentação do império: no mesmo período, formaram-se blocos autônomos no ocidente e no oriente, e o filho de Valeriano passou anos incapaz de restaurar a unidade.

O que levou a isso

  • Ofensiva sassânida sistemática contra as províncias orientais
  • Dispersão das forças romanas em múltiplas frentes simultâneas
  • Fragilidade militar agravada por epidemia e crise financeira

O que veio depois

  • Perda temporária do controle romano sobre parte do Oriente
  • Fragmentação do império em blocos regionais autônomos
  • Golpe severo no prestígio da instituição imperial

Figuras envolvidas: Valeriano · Sapor I · Galieno

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