Sobre a data: As balizas são convenções historiográficas. Alguns pesquisadores questionam a ideia de uma crise única e generalizada, apontando que certas regiões prosperaram no período.
Contexto histórico
No espaço de cinquenta anos, dezenas de homens foram proclamados imperadores e quase todos morreram violentamente. Ao mesmo tempo, godos e outros povos cruzavam o Danúbio, o império sassânida atacava no Oriente e o teor de prata da moeda corrente despencava, provocando inflação persistente. Regiões inteiras se separaram sob autoridades locais que garantiam a defesa que o poder central já não oferecia. A recuperação, iniciada nas décadas de 260 e 270, exigiria reformar profundamente o exército, a moeda e a administração.
O que levou a isso
- Ausência de regra sucessória e dependência do poder em relação às tropas
- Pressão simultânea de povos no Danúbio, no Reno e do império sassânida no Oriente
- Desvalorização monetária progressiva e queda da arrecadação
O que veio depois
- Fragmentação temporária do império em blocos regionais autônomos
- Militarização da administração e crescimento do peso fiscal
- Reformas profundas do exército, da moeda e do governo a partir de 284
Importância histórica
Período que quase encerrou a história romana três séculos antes de 476 e que remodelou por completo o funcionamento do Estado.
Figuras envolvidas
- Décio — o imperador do édito de sacrifício
- Valeriano — o imperador capturado pelos persas
- Galieno — o governante da fragmentação
- Aureliano — o restaurador da unidade
Fontes consultadas
- Zósimo, História Nova, livro I Fonte antiga
- David S. Potter, The Roman Empire at Bay, AD 180–395 Routledge
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