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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Batalha de Ácio

A frota de Otaviano, comandada por Agripa, derrotou as forças de Marco Antônio e Cleópatra, decidindo o controle de todo o mundo romano em uma única jornada naval.

  • Guerra e conquista
  • República
  • Costa ocidental da Grécia
  • Século I a.C.
Acontecimento 70 de 144 49 % do percurso

Contexto histórico

A ruptura entre os triúnviros foi preparada por uma campanha de propaganda que apresentava Antônio como submetido a uma rainha estrangeira, transformando uma guerra civil em conflito contra um inimigo externo. Bloqueados por mar e enfraquecidos por deserções, Antônio e Cleópatra tentaram romper o cerco e escaparam com parte da frota, mas perderam o exército. No ano seguinte, ambos se suicidaram em Alexandria. Otaviano tornou-se o único detentor do poder militar em todo o território romano.

Como se desenrolou

Em 32 a.C., Otaviano obteve um juramento de lealdade da Itália e das províncias ocidentais e fez o Senado declarar guerra a Cleópatra. Antônio, estacionado em Éfeso e depois em Atenas, concentrou as forças na costa ocidental da Grécia. Em 31, Agripa tomou bases-chave, como Metone, Leucas e Patras, cortando as linhas de suprimento do adversário com navios menores e mais ágeis, as liburnas. Antônio estabeleceu acampamento em Ácio, num promontório na entrada do golfo de Ambrácia, e Otaviano ocupou o lado norte, onde depois fundaria Nicópolis. Doenças e deserções, como a de Domício Aenobarbo, enfraqueceram Antônio ao longo do verão.

Segundo Plutarco, Antônio tinha cerca de 500 navios de guerra e Otaviano cerca de 250, menores; Dião dá cifras diferentes, e as estimativas variam. Os navios de Antônio eram maiores e mais pesados, mas faltavam remadores. Em 2 de setembro, depois de dias de espera por vento, Antônio embarcou parte da tropa e fez a frota sair. Os historiadores discutem se pretendia lutar ou apenas romper o bloqueio. A batalha prolongou-se pela manhã; no início da tarde, quando o vento soprou, Cleópatra, com seus sessenta navios, segundo Plutarco, passou pela linha e rumou ao sul, e Antônio a seguiu num quinquerreme, deixando os demais.

A luta continuou até a noite, e navios de Antônio foram incendiados. As tropas terrestres, sob Canídio Crasso, resistiram alguns dias e depois se renderam a Otaviano. Em Ácio, Otaviano fundou a cidade de Nicópolis, a cidade da vitória, e dedicou um monumento cujo muro exibia esporões de navios capturados. A inscrição dedicatória, encontrada em escavações, menciona Netuno e Marte. Em 29 a.C., Otaviano celebrou em Roma um triunfo triplo, que incluiu a vitória sobre o Egito. A construção da memória do evento começou de imediato, com cunhagem de moedas e monumentos, e se estendeu à literatura da época.

O que levou a isso

  • Ruptura do acordo entre Otaviano e Marco Antônio
  • Campanha de propaganda que converteu a disputa em guerra contra o Egito
  • Superioridade naval e logística das forças de Otaviano

O que veio depois

  • Fuga e posterior suicídio de Marco Antônio e Cleópatra
  • Concentração de todo o poder militar romano em uma única pessoa
  • Anexação do Egito e fim do último grande reino helenístico

Importância histórica

Última batalha das guerras civis romanas e ponto de partida imediato da construção do regime imperial.

O que dizem as fontes

Plutarco e Dião Cássio, muito posteriores, são as fontes narrativas principais, e os poetas augustanos, Virgílio, Horácio e Propércio, transformaram a batalha em mito fundador desde cedo, sob a ótica do vencedor. A versão de que Antônio abandonou seus soldados por amor é provavelmente simplificação; estudos como o de John Carter, The Battle of Actium, e outros defendem que a saída era uma tentativa planejada de romper o bloqueio com o tesouro de guerra. O tamanho das frotas varia conforme o autor. A arqueologia de Nicópolis, com o monumento da vitória e os encaixes dos esporões, confirma a importância simbólica do evento, mas não resolve as dúvidas sobre o desenrolar da batalha.

Figuras envolvidas

Fontes consultadas

  1. Dião Cássio, História Romana, livro L Fonte antiga
  2. Plutarco, Vidas Paralelas: Antônio Fonte antiga

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