Contexto histórico
O arranjo foi cuidadosamente construído para não parecer uma monarquia. Augusto governava como primeiro cidadão, mantinha as magistraturas tradicionais em funcionamento e apresentava seu poder como restauração da República. Na prática, controlava as províncias onde estavam as legiões, dispunha de autoridade tribunícia vitalícia e concentrava recursos que nenhum senador poderia igualar. Esse desenho ambíguo, que combinava formas republicanas com poder pessoal permanente, foi a solução que garantiu estabilidade por dois séculos.
O que levou a isso
- Necessidade de estabilizar o Estado após vinte anos de guerras civis
- Impossibilidade política de assumir abertamente um título monárquico
- Controle exclusivo das legiões e das finanças pelo vencedor de Ácio
O que veio depois
- Criação do principado como forma de governo duradoura
- Reorganização das províncias entre administração do príncipe e do Senado
- Longo período de paz interna que os romanos chamariam de paz augusta
Importância histórica
Fundação do regime imperial romano, modelo de poder pessoal legitimado por formas institucionais que influenciaria a história política ocidental.
Figuras envolvidas
- Augusto — o fundador do principado
- Agripa
Fontes consultadas
- Augusto, Res Gestae Divi Augusti Fonte antiga
- Tácito, Anais, livro I Fonte antiga
- Ronald Syme, The Roman Revolution Oxford University Press
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