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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Batalha de Canas

Aníbal envolveu e destruiu o maior exército jamais reunido por Roma até então, em uma manobra de duplo envolvimento estudada até hoje em academias militares.

  • Guerra e conquista
  • República
  • Canas, Apúlia
  • Século III a.C.
Acontecimento 35 de 144 24 % do percurso

Sobre a data: As estimativas de baixas romanas variam entre cerca de quarenta e oitenta mil homens conforme a fonte antiga consultada.

Contexto histórico

Os romanos reuniram um contingente muito superior em número e o dispuseram em formação densa para romper o centro inimigo. Aníbal montou um centro deliberadamente frágil, que recuou de modo controlado, enquanto sua cavalaria vencia nos flancos e fechava a retaguarda. O exército romano ficou cercado em espaço reduzido, sem possibilidade de manobra. Apesar da magnitude do desastre, Roma recusou qualquer negociação, recrutou novas legiões e manteve a guerra, comportamento que Políbio identifica como a razão última de sua vitória final.

O que levou a isso

  • Abandono da estratégia de desgaste sob pressão política
  • Confiança romana na superioridade numérica e na formação densa
  • Superioridade cartaginesa em cavalaria e em coordenação tática

O que veio depois

  • Perda de dezenas de milhares de soldados e de boa parte da elite senatorial presente
  • Defecção de Cápua, de cidades do sul e aliança de Siracusa com Cartago
  • Recusa romana em negociar e retomada da guerra de desgaste

Importância histórica

Maior derrota militar da história romana e prova decisiva da profundidade dos recursos humanos e da coesão política da República.

Figuras envolvidas

  • Aníbal Barca — o comandante cartaginês que invadiu a Itália
  • Lúcio Emílio Paulo
  • Caio Terêncio Varrão

Fontes consultadas

  1. Políbio, Histórias, livro III Fonte antiga
  2. Tito Lívio, Ab Urbe Condita, livro XXII Fonte antiga
  3. Gregory Daly, Cannae: The Experience of Battle in the Second Punic War Routledge

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