Sobre a data: As estimativas de baixas romanas variam entre cerca de quarenta e oitenta mil homens conforme a fonte antiga consultada.
Contexto histórico
Os romanos reuniram um contingente muito superior em número e o dispuseram em formação densa para romper o centro inimigo. Aníbal montou um centro deliberadamente frágil, que recuou de modo controlado, enquanto sua cavalaria vencia nos flancos e fechava a retaguarda. O exército romano ficou cercado em espaço reduzido, sem possibilidade de manobra. Apesar da magnitude do desastre, Roma recusou qualquer negociação, recrutou novas legiões e manteve a guerra, comportamento que Políbio identifica como a razão última de sua vitória final.
O que levou a isso
- Abandono da estratégia de desgaste sob pressão política
- Confiança romana na superioridade numérica e na formação densa
- Superioridade cartaginesa em cavalaria e em coordenação tática
O que veio depois
- Perda de dezenas de milhares de soldados e de boa parte da elite senatorial presente
- Defecção de Cápua, de cidades do sul e aliança de Siracusa com Cartago
- Recusa romana em negociar e retomada da guerra de desgaste
Importância histórica
Maior derrota militar da história romana e prova decisiva da profundidade dos recursos humanos e da coesão política da República.
Figuras envolvidas
- Aníbal Barca — o comandante cartaginês que invadiu a Itália
- Lúcio Emílio Paulo
- Caio Terêncio Varrão
Fontes consultadas
- Políbio, Histórias, livro III Fonte antiga
- Tito Lívio, Ab Urbe Condita, livro XXII Fonte antiga
- Gregory Daly, Cannae: The Experience of Battle in the Second Punic War Routledge
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