Contexto histórico
Um tribuno transferiu por votação popular o comando da campanha contra Mitrídates de Sula para Mário. Em vez de acatar, Sula apelou às suas tropas, que o seguiram: para os soldados, o comando significava espólio e assentamento futuro. A cidade foi tomada, adversários foram declarados inimigos públicos e o tribuno responsável, executado. Ficou demonstrado que legiões leais a um general podiam decidir disputas internas pela força, lição que seria repetida sistematicamente nas décadas seguintes.
O que levou a isso
- Disputa pelo comando lucrativo da guerra contra Mitrídates
- Uso de assembleias populares para revogar decisões do Senado
- Lealdade das legiões profissionais ao comandante e não ao Estado
O que veio depois
- Primeira ocupação de Roma por um exército romano
- Execução e proscrição de adversários políticos
- Normalização do uso das legiões em conflitos internos
Importância histórica
Marco da desintegração da ordem republicana: a força militar passa a ser o árbitro final da política interna.
Figuras envolvidas
- Lúcio Cornélio Sula — o primeiro a marchar sobre Roma
- Caio Mário — o reformador do exército
- Públio Sulpício Rufo
Fontes consultadas
- Plutarco, Vidas Paralelas: Sula Fonte antiga
- Apiano, Guerras Civis, livro I Fonte antiga
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