Contexto histórico
As reformas multiplicaram o número de províncias, separaram comando militar e administração civil, reorganizaram o sistema tributário com base em avaliações periódicas de terra e população e ampliaram a burocracia imperial. A figura do imperador foi cercada de cerimonial elaborado, distanciando-o do modelo do primeiro cidadão criado por Augusto. Nasce ali o regime que a historiografia chama de dominato, e o Estado romano passa a operar de modo estruturalmente diferente.
O que levou a isso
- Necessidade de encerrar o ciclo de proclamações militares sucessivas
- Colapso da arrecadação e desorganização monetária
- Impossibilidade de um único governante atender a todas as frentes militares
O que veio depois
- Separação entre carreiras civis e militares na administração provincial
- Novo sistema tributário baseado em avaliações periódicas
- Ampliação da burocracia e elevação cerimonial da figura imperial
Importância histórica
Refunda o Estado romano em bases administrativas que sustentariam o império, sobretudo no Oriente, por séculos.
Figuras envolvidas
- Diocleciano — o reformador do Estado
Fontes consultadas
- Lactâncio, Sobre a morte dos perseguidores Fonte antiga
- Averil Cameron, The Later Roman Empire Fontana Press
Acontecimentos relacionados
293 d.C.
Instituição da tetrarquia
O poder foi dividido entre quatro governantes, dois superiores e dois subordinados designados como sucessores, cada um responsável por uma…
301 d.C.
Édito dos preços máximos
Para conter a inflação, o governo fixou preços máximos para mais de mil produtos e serviços, com pena de morte para infratores. A medida…
272–274 d.C.
Reunificação do império por Aureliano
Em pouco mais de dois anos, Aureliano derrotou Palmira, reintegrou as províncias ocidentais e restaurou a unidade territorial do império…
235 d.C.
Assassinato de Severo Alexandre e início da anarquia militar
Tropas descontentes mataram o último imperador da dinastia severa e proclamaram um comandante de origem provincial, abrindo cinquenta anos…