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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Édito dos preços máximos

Para conter a inflação, o governo fixou preços máximos para mais de mil produtos e serviços, com pena de morte para infratores. A medida fracassou, mas deixou um retrato econômico sem paralelo.

  • Economia e abastecimento
  • Baixo Império
  • Todo o território romano
  • Século IV d.C.
Acontecimento 106 de 144 74 % do percurso

Sobre a data: Fragmentos do édito foram encontrados em várias cidades do Oriente, o que permite reconstituir grande parte da lista de produtos e serviços tabelados.

Contexto histórico

Décadas de redução do teor de prata nas moedas haviam corroído a confiança no dinheiro e disparado os preços. A tabela abrange desde grãos e vinho até salários de professores, advogados e artesãos, oferecendo aos historiadores uma fotografia detalhada da economia do período. Na prática, mercadorias sumiram do mercado legal e o édito deixou de ser aplicado em poucos anos. A inflação só foi contida mais tarde, com a introdução de uma moeda de ouro estável.

O que levou a isso

  • Inflação prolongada causada pela desvalorização progressiva da moeda
  • Aumento das despesas militares e administrativas do Estado
  • Especulação e escassez em mercados regionais

O que veio depois

  • Retirada de mercadorias do mercado legal e fracasso prático da medida
  • Abandono da tabela em poucos anos
  • Registro documental excepcional sobre preços, salários e produtos do período

Importância histórica

Uma das mais ambiciosas tentativas de controle econômico da Antiguidade e fonte primária essencial para a história econômica romana.

Figuras envolvidas

Fontes consultadas

  1. Diocleciano, Édito sobre preços máximos, fragmentos epigráficos Fonte antiga
  2. Coleção de epigrafia romana The British Museum

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