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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Destruição de Corinto e domínio direto sobre a Grécia

No mesmo ano em que Cartago foi arrasada, Roma destruiu Corinto para punir a resistência da Liga Aqueia e passou a controlar diretamente a Grécia.

  • Guerra e conquista
  • República
  • Corinto, Grécia
  • Século II a.C.
Acontecimento 44 de 144 31 % do percurso

Contexto histórico

A Liga Aqueia desafiou determinações romanas sobre a organização das cidades gregas e foi esmagada militarmente. A destruição de uma das cidades mais ricas do mundo grego funcionou como advertência a todo o Mediterrâneo oriental. Obras de arte foram levadas em massa para Roma, e a região passou a ser supervisionada pelo governador da Macedônia. O ano de 146 a.C. costuma ser tomado como marco simbólico da hegemonia romana sobre o conjunto do Mediterrâneo.

Como se desenrolou

A crise de 146 a.C. teve origem em 147 a.C., quando uma embaixada romana liderada por Lúcio Aurélio Orestes anunciou que o Senado desejava separar Esparta, Corinto e outras cidades da Liga Aqueia. Os dirigentes aqueus, sobretudo Critolau e Dieo, reagiram com hostilidade, e uma assembleia agitada chegou a maltratar os enviados. Roma estava ocupada com Cartago e com a revolta de Andrisco na Macedônia, e a Liga interpretou isso como oportunidade. Critolau, eleito estratego, declarou guerra a Esparta e, em seguida, a Roma, mobilizando inclusive escravos e recursos das cidades ricas.

As operações foram rápidas. Quinto Cecílio Metelo, vindo da Macedônia, derrotou Critolau na Lócrida, junto às Termópilas, e Critolau desapareceu na luta. Dieo assumiu o comando e reuniu forças no istmo, mas o cônsul Lúcio Múmio chegou com um exército e o derrotou em Leucópetra. Corinto foi tomada, segundo Pausânias, depois de ter sido abandonada por muitos homens em fuga; os que ficaram foram mortos, e mulheres e crianças vendidas como escravas. As muralhas foram derrubadas, e as obras de arte e oferendas dos templos foram levadas ou dispersas por Múmio, que tomou o cognome de Aquaico.

Uma comissão de dez senadores organizou a nova situação. A Liga Aqueia foi dissolvida, as cidades passaram a ser governadas por magistrados de censo elevado e foram obrigadas a pagar tributo, e as ligas regionais foram proibidas de se reunir por algum tempo. A Grécia, porém, não se tornou uma província com governador próprio nesse momento: seguia vinculada, para fins de supervisão militar e arbitragem, ao governador da Macedônia, que fora transformada em província dois anos antes. Corinto permaneceu largamente deserta até que Júlio César a refundou como colônia romana em 44 a.C.

O que levou a isso

  • Resistência da Liga Aqueia às determinações romanas
  • Política romana de punição exemplar a desafios abertos
  • Interesse no controle direto de rotas comerciais do istmo

O que veio depois

  • Destruição de Corinto e escravização de sua população
  • Supervisão romana direta sobre as cidades gregas
  • Transferência maciça de obras de arte gregas para a Itália

Importância histórica

Fecha, junto com a destruição de Cartago, o ciclo de conquistas que tornou o Mediterrâneo um espaço político unificado sob Roma.

O que dizem as fontes

Políbio, que presenciou boa parte desses eventos, é fonte capital, mas o texto sobre a guerra aqueia chegou parcialmente, e ele escreve como ex-aqueu hostil aos líderes radicais. Apiano e Pausânias trazem relatos posteriores que dependem de tradições anteriores. A arqueologia de Corinto, estudada pela Escola Americana de Estudos Clássicos de Atenas, mostra destruição e abandono relevante, mas especialistas discutem se o sítio foi tão completamente despovoado quanto indica a tradição literária. Também há debate sobre se a destruição foi planejada pelo Senado ou resultado da fúria do comandante. A cronologia exata dos meses de 146 a.C. é incerta.

Figuras envolvidas

  • Lúcio Múmio

Fontes consultadas

  1. Apiano, Sobre a Acaia Fonte antiga
  2. Pausânias, Descrição da Grécia, livro VII Fonte antiga

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