Sobre a data: Tecnicamente não se tratou de um édito único emitido em Milão, mas de um acordo entre dois governantes, aplicado por meio de cartas administrativas. A designação corrente é uma convenção historiográfica.
Contexto histórico
O texto não tornou o cristianismo religião oficial nem proibiu os cultos tradicionais: estabeleceu liberdade religiosa geral e reparação patrimonial às comunidades cristãs. Na prática, contudo, o favorecimento imperial começou a produzir efeitos rápidos: isenções para o clero, financiamento de construções e influência crescente de bispos junto ao poder. Em menos de um século, a relação se inverteria por completo, com a proibição dos cultos tradicionais.
O que levou a isso
- Fracasso reconhecido da política de perseguição
- Interesse em pacificar comunidades numerosas e organizadas
- Alinhamento pessoal de Constantino com o cristianismo após 312
O que veio depois
- Liberdade legal de culto em todo o império
- Devolução de propriedades confiscadas às igrejas
- Início do apoio institucional e financeiro do Estado ao cristianismo
Importância histórica
Encerra três séculos de ilegalidade intermitente do cristianismo e inaugura sua aliança com o poder imperial.
Figuras envolvidas
- Constantino — o imperador que mudou a religião do Estado
- Licínio
Fontes consultadas
- Lactâncio, Sobre a morte dos perseguidores Fonte antiga
- Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, livro X Fonte antiga
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