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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Acordo de Milão e a liberdade de culto

Constantino e Licínio acordaram garantir liberdade de culto a todos os habitantes e restituir os bens confiscados das igrejas durante as perseguições.

  • Religião e crenças
  • Baixo Império
  • Milão e províncias
  • Século IV d.C.
Acontecimento 110 de 144 76 % do percurso

Sobre a data: Tecnicamente não se tratou de um édito único emitido em Milão, mas de um acordo entre dois governantes, aplicado por meio de cartas administrativas. A designação corrente é uma convenção historiográfica.

Contexto histórico

O texto não tornou o cristianismo religião oficial nem proibiu os cultos tradicionais: estabeleceu liberdade religiosa geral e reparação patrimonial às comunidades cristãs. Na prática, contudo, o favorecimento imperial começou a produzir efeitos rápidos: isenções para o clero, financiamento de construções e influência crescente de bispos junto ao poder. Em menos de um século, a relação se inverteria por completo, com a proibição dos cultos tradicionais.

O que levou a isso

  • Fracasso reconhecido da política de perseguição
  • Interesse em pacificar comunidades numerosas e organizadas
  • Alinhamento pessoal de Constantino com o cristianismo após 312

O que veio depois

  • Liberdade legal de culto em todo o império
  • Devolução de propriedades confiscadas às igrejas
  • Início do apoio institucional e financeiro do Estado ao cristianismo

Importância histórica

Encerra três séculos de ilegalidade intermitente do cristianismo e inaugura sua aliança com o poder imperial.

Figuras envolvidas

  • Constantino — o imperador que mudou a religião do Estado
  • Licínio

Fontes consultadas

  1. Lactâncio, Sobre a morte dos perseguidores Fonte antiga
  2. Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, livro X Fonte antiga

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