Contexto histórico
O texto não apenas privilegiava o cristianismo diante dos cultos tradicionais: definia qual versão do cristianismo era legítima, classificando as demais como heresia sujeita a sanção. Em pouco mais de meio século, a religião passou de perseguida a tolerada e de tolerada a obrigatória. A partir daí, bispos ganharam autoridade pública crescente, e conflitos doutrinários passaram a ter consequências jurídicas diretas.
O que levou a isso
- Convicção religiosa do imperador e influência de bispos próximos ao poder
- Persistência de disputas doutrinárias que dividiam as províncias orientais
- Uso da unidade religiosa como instrumento de coesão política
O que veio depois
- Definição oficial de uma única forma legítima de cristianismo
- Sanções legais contra correntes classificadas como heréticas
- Ampliação da autoridade pública dos bispos
Importância histórica
Conclui a inversão da relação entre Estado romano e cristianismo, com efeitos estruturais sobre toda a história europeia posterior.
Figuras envolvidas
- Teodósio I — o último a governar todo o império
- Ambrósio de Milão
Fontes consultadas
- Código Teodosiano, livro XVI Fonte antiga
- Averil Cameron, The Later Roman Empire Fontana Press
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