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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

data tradicional

Expulsão de Tarquínio, o Soberbo, e fim da monarquia

A tradição narra a deposição do sétimo e último rei por uma revolta da aristocracia, seguida da substituição do poder vitalício por dois magistrados anuais.

  • Política e governo
  • Monarquia
  • Roma
  • Século VI a.C.
Acontecimento 7 de 144 5 % do percurso

Sobre a data: A data resulta da cronologia dos cônsules reconstruída na República tardia. Historiadores consideram provável que a transição do poder monárquico tenha sido mais lenta e conflituosa do que o episódio único narrado pela tradição.

Contexto histórico

O relato antigo articula a queda da monarquia a um episódio de abuso praticado por um membro da família real, o que serviria de estopim para a revolta liderada por Lúcio Júnio Bruto. A historiografia moderna trata a narrativa como construção posterior, mas reconhece o núcleo do processo: em algum momento do fim do século VI a.C., a aristocracia romana substituiu o governo de um rei pela alternância anual de magistrados escolhidos entre seus pares. Mudanças semelhantes ocorreram em outras cidades da Itália e da Grécia no mesmo período.

O que levou a isso

  • Concentração de poder e prestígio nas mãos de uma única família real
  • Fortalecimento de uma aristocracia gentílica com recursos próprios
  • Movimento mais amplo de substituição de monarquias no Mediterrâneo arcaico

O que veio depois

  • Criação de magistraturas colegiadas e anuais no lugar do poder vitalício
  • Rejeição duradoura ao título de rei na cultura política romana
  • Início do longo processo de definição das instituições republicanas

Importância histórica

Encerra o período monárquico na cronologia tradicional e abre a experiência republicana que definiria a identidade política romana por quase cinco séculos.

Figuras envolvidas

Fontes consultadas

  1. Tito Lívio, Ab Urbe Condita, livros I–II Fonte antiga
  2. Tim J. Cornell, The Beginnings of Rome Routledge

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