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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

data tradicional

Instauração do consulado e das magistraturas anuais

O poder antes vitalício passou a ser exercido por dois magistrados eleitos para mandatos de um ano, com autoridade equivalente e capacidade de bloquear as decisões um do outro.

  • Direito e instituições
  • República
  • Roma
  • Século VI a.C.
Acontecimento 8 de 144 6 % do percurso

Sobre a data: A lista dos cônsules, reconstruída séculos depois, é a base da data. Há indícios de que os primeiros magistrados supremos tenham tido outra denominação e que o par consular só tenha se firmado ao longo do século V a.C.

Contexto histórico

O desenho republicano nasceu da desconfiança em relação ao poder pessoal. A colegialidade obrigava ao acordo entre dois titulares, a anualidade impedia o acúmulo indefinido de autoridade e a prestação de contas ao fim do mandato expunha os magistrados a processos. O comando militar supremo, o imperium, continuava concentrado, mas passava a ser temporário e compartilhado. Em situações de emergência, a própria República previa a nomeação de um ditador com poderes extraordinários, sempre por prazo limitado.

O que levou a isso

  • Rejeição da aristocracia ao poder vitalício e hereditário
  • Necessidade de manter comando militar unificado sem restaurar a realeza
  • Interesse das famílias aristocráticas em revezar o acesso ao poder

O que veio depois

  • Criação de uma carreira de magistraturas que estruturaria a vida política romana
  • Uso do ano consular como sistema de datação oficial
  • Concentração inicial do poder nas famílias patrícias, origem do conflito com a plebe

Importância histórica

Estabelece o princípio de poder temporário, colegiado e sujeito a controle que define a experiência republicana romana.

Figuras envolvidas

  • Lúcio Júnio Bruto
  • Públio Valério Publícola

Fontes consultadas

  1. Tito Lívio, Ab Urbe Condita, livro II Fonte antiga
  2. Políbio, Histórias, livro VI Fonte antiga

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