Contexto histórico
Do ponto de vista oriental, o ato era ilegítimo: o império romano existia e tinha um titular reconhecido. Do ponto de vista ocidental, o trono estaria vago por ser ocupado por uma mulher, argumento usado na ocasião. O episódio inaugura a longa disputa medieval sobre quem é o verdadeiro herdeiro de Roma e demonstra a força persistente do nome romano como fonte de legitimidade política, três séculos após o fim da linha imperial ocidental.
O que levou a isso
- Vazio de poder político no Ocidente e ascensão do reino franco
- Interesse do bispo de Roma em um protetor militar próximo
- Disputa sobre a legitimidade do governo então exercido em Constantinopla
O que veio depois
- Criação de uma linha imperial ocidental concorrente à de Constantinopla
- Conflito diplomático duradouro entre as duas cortes
- Consolidação do título imperial como recurso político na Europa medieval
Importância histórica
Mostra a permanência da autoridade simbólica de Roma como fundamento de legitimidade muito depois do fim do império no Ocidente.
Figuras envolvidas
- Carlos Magno
- Leão III
- Irene de Atenas
Fontes consultadas
- Eginhardo, Vida de Carlos Magno Fonte antiga
- The Oxford Dictionary of Byzantium Oxford University Press
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