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DigitalTitleTrace Cronologia do mundo romano

Governo de Juliano e a tentativa de restauração dos cultos tradicionais

Último imperador a professar a religião tradicional, Juliano tentou reverter a cristianização por meio de reformas administrativas e culturais, e morreu em campanha contra os persas após menos de dois anos.

  • Religião e crenças
  • Baixo Império
  • Constantinopla, Antioquia e Mesopotâmia
  • Século IV d.C.
Acontecimento 113 de 144 78 % do percurso

Contexto histórico

Formado em filosofia grega, Juliano não perseguiu cristãos de modo sistemático: retirou privilégios, restaurou templos, reorganizou o sacerdócio tradicional em moldes inspirados na estrutura eclesiástica e proibiu que cristãos ensinassem literatura clássica. A brevidade do governo e a ausência de apoio social amplo condenaram o projeto. Sua morte em campanha encerrou definitivamente qualquer possibilidade de reversão do processo de cristianização.

O que levou a isso

  • Formação filosófica e convicção religiosa pessoal do imperador
  • Percepção de que a religião tradicional estava sendo desmontada por decisões de Estado
  • Disputas internas entre correntes cristãs, que ele julgou poder explorar

O que veio depois

  • Restauração temporária de templos e cultos tradicionais
  • Restrições ao ensino de literatura clássica por professores cristãos
  • Fim do projeto com sua morte em campanha, sem sucessão do mesmo programa

Importância histórica

Última tentativa institucional de deter a cristianização do império, e por isso um teste histórico da irreversibilidade do processo.

Figuras envolvidas

  • Juliano — o último imperador dos cultos tradicionais

Fontes consultadas

  1. Amiano Marcelino, Res Gestae, livros XX–XXV Fonte antiga
  2. Juliano, Cartas e discursos Fonte antiga

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