Contexto histórico
A campanha africana foi rápida; a italiana durou quase vinte anos e devastou a península, arruinando cidades, reduzindo a população e desorganizando a agricultura. O custo militar e financeiro esgotou o Estado no exato momento em que uma epidemia devastadora e novas pressões fronteiriças surgiam. As conquistas provaram-se, em grande medida, insustentáveis: em poucas décadas, a maior parte da Itália seria perdida.
O que levou a isso
- Projeto imperial de restaurar o domínio romano sobre o Mediterrâneo
- Fragilidades internas dos reinos vândalo e ostrogodo
- Disponibilidade inicial de recursos e de comandantes militares capazes
O que veio depois
- Recuperação temporária da África, da Itália e de parte da Hispânia
- Devastação econômica e demográfica prolongada da Itália
- Esgotamento financeiro e militar do Estado oriental
Importância histórica
Última tentativa séria de reunificar o mundo romano, cujo custo comprometeu a capacidade do Oriente de enfrentar as crises seguintes.
Figuras envolvidas
- Justiniano I — o codificador do direito romano
- Belisário
- Narses
Fontes consultadas
- Procópio de Cesareia, Guerra Vandálica e Guerra Gótica Fonte antiga
- Averil Cameron, The Later Roman Empire Fontana Press
Acontecimentos relacionados
429–439 d.C.
Vândalos tomam Cartago e a província da África
Os vândalos atravessaram da Hispânia para a África e conquistaram a região mais rica do Ocidente, privando o governo imperial de sua…
493–526 d.C.
Reino ostrogodo na Itália
Teodorico governou a Itália por mais de trinta anos preservando a administração, o Senado e o direito romanos, período de estabilidade e…
568–572 d.C.
Invasão lombarda da Itália
Poucos anos após a custosa reconquista, os lombardos entraram na Itália e ocuparam grande parte da península, fragmentando-a de forma…
636–698 d.C.
Perda da Síria, do Egito e do norte da África
Exaurido pela guerra contra os persas, o império perdeu em poucas décadas suas províncias mais ricas para as forças do califado…